Mercado Crédito | O "modo carnê" do Mercado Livre

Se tem algo que brasileiro adora fazer (ou muitas vezes faz porque é a única alternativa possível) é comprar parcelado. Pagar no famoso carnê com parcelinhas a perder de vista é um costume muito antigo em terras tupiniquins, mas o carnê é algo praticamente inexistente em lojas online. Pelo menos era, até a última semana.

Mercado Livre, uma das maiores marketplaces do Brasil, começou recentemente a testar o Mercado Crédito. Trata-se de uma espécie de carnêzinho do site, que possibilita aos clientes parcelar a compra de itens com preço variando de R$ 75 a R$ 400 e pagar essas parcelas no boleto. É uma mão na roda para clientes que não tem cartão de crédito. Como citei acima, trata-se ainda de um projeto em fase de testes, e nem todos os usuários cadastrados no site tem limite disponível. Você pode checar seu limite clicando aqui.
Meu limite é de R$ 400 atualmente. Como o Mercado Livre sabe que estou de olho na Mi Band 3, já sugeriram ela

A opção não está habilitada para todos, e, de acordo com o Mercado Livre, é questão de tempo até que chegue aos usuários cadastrados na plataforma. Para quem já conta com o Mercado Crédito habilitado, há algumas limitações impostas por "motivos de segurança": ainda não é possível parcelar no boleto compras de cartões pré-pagos para jogos, cartões Xbox Live e PSN, moedas virtuais, joias, bijuterias e poker.

Juros

Nem tudo que reluz é ouro, no entanto. Como ocorre no carnê tradicional, o Mercado Crédito cobra juros por conta do parcelamento. Não cheguei a fazer simulação de compra, mas o canal Compra Segura, no YouTube, afirma que um produto de R$ 182,99 pode acabar saindo por R$ 317,76 ao ser parcelado em doze vezes. Na simulação feita pelo canal, a taxa de juros ficou em 6,6% ao mês em duas parcelas e 4,7% ao mês em doze parcelinhas. Ou seja, usando o Mercado Crédito você paga o preço de dois produtos ao comprar um parcelado. Mas, se adiantar o pagamento, é possível receber desconto nas parcelinhas.

Compensa?

Como sempre, cabe ao consumidor decidir se essa modalidade de parcelamento compensa. Pra quem não tem cartão de crédito é uma mão na roda, e a estratégia é excelente para impulsionar a venda de produtos que tem preço acima de R$ 120 (e que por consequência tem frete grátis na plataforma). Como alguém que usa frequentemente o Mercado Livre, acredito que tenha sido uma boa. Outros marketplaces podem acabar entrando na onda e facilitando a vida dos consumidores no geral.

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