Momento nostalgia: Sobre aquela música da Rota 113



A terceira geração de Pokémon foi a mais marcante pra mim. Eu descobri os emuladores de GameBoy Advance em meados de 2008, e me lembro até hoje de usar o finado EmulaBR pra baixar a ROM de Pokémon Ruby e me divertir por horas no game - curiosamente, deve ter sido a mesma época em que acompanhava o anime em alguma das emissoras nacionais.

O computador que tínhamos em casa ficava em um quarto que meu pai usava como estúdio de gravação, então qualquer trilha sonora que saísse daquelas caixas de som no recinto parecia épica demais. E foi o que aconteceu comigo em Pokémon Ruby. Era uma experiência única, passar por cada cidade e suas respectivas rotas, ouvindo as músicas que se encaixavam perfeitamente aos mais variados momentos da jornada.

Uma das soundtracks em específico ficou grudada na memória: a da Rota 113, que antecede a Cidade de Fallarbor. Trazia uma sensação de fôlego renovado, de que a jornada teria uma virada, talvez. Tudo isso em meio às cinzas vulcânicas que caíam do Monte Pyre. Claro, a sensação era quebrada em seguida com a música de Fallarbor, pacata assim como sua população virtual.

Volta e meia, me pegava de volta à Rota 113, apenas para testemunhar a queda das cinzas, enquanto me deliciava com a atmosfera criada por aquela trilha sonora sensacional.

Colocando tudo isso na mesa, não é de se espantar a forte nostalgia que me bateu dez anos depois, quando finalmente consegui um 3DS e a fita (ou cartucho?) de Pokémon Alpha Sapphire e cheguei à bendita rota. Uma mistura de sentimentos me veio direto ao coração.

Me senti criança de novo. De volta a 2008, à casa que ficava quase na esquina do colégio onde eu estudava. Em seguida, o toque mais atual me fez avançar a década que passou. Muita coisa aconteceu nesses dez anos. Muita coisa mudou nesses dez anos.

Depois de tanto tempo, ver a nova rota, com visual e trilha "recauchutados", me mostrou o quão importante é se atualizar conforme o passar dos anos. Também me fez entender que, mais importante ainda, é manter a própria essência, mesmo com todas as mudanças que ocorrem conforme o andar o tempo.



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