[Clash Royale] Guia do Tio RD para o “Deck Perfeito” – Parte Final

Nos posts anteriores, passei a vocês um pouco do conhecimento que tenho a respeito da construção de decks no Clash Royale. Apesar de tudo, creio que nem todos tenham conseguido montar uma estratégia eficaz (ainda mais quem decidiu apostar na ‘fórmula mágica’ de duas construções, duas condicionais de vitória, dois feitiços e duas cartas defensivas, sem ver primeiro se isso realmente condiz com o estilo de jogo que adotam), por isso já havia pensado nessa terceira parte como uma forma de ajuda-los a lapidar seu modus operandi.

• Primeiramente você tem que entender o conceito de troca de elixir, que é o principal fator do porque os jogadores perdem. Que cada carta colocada na arena tem um custo você provavelmente já deve saber, mas a troca ainda deve ser um conceito abstrato.

Vou tentar exemplificar para tornar mais fácil: a minha forma de jogar no Clash Royale é defensiva. Sempre espero o jogador adversário fazer um movimento para depois mandar o meu contra-ataque. Há algumas partidas interessantes em que enfrento pessoas parecidas, e nada acontece durante mais ou menos um minuto, ou até que um dos dois decida tomar alguma atitude. Na maioria dos casos eu analiso a jogada alheia para estar atento a essa troca. Se alguém joga uma Horda de Servos, por exemplo, eu coloco em campo meus Espíritos de Fogo. Quando eles alcançam os Servos, geralmente acabam derrotando a horda toda.

Nesse caso específico meu adversário gastou cinco de elixir, enquanto eu gastei apenas dois pra combater o ataque dele. Nesse caso ele tem cinco de elixir sobrando, enquanto eu ainda vou ter oito para contra-atacar, então meu adversário deve pensar duas vezes antes de fazer o próximo movimento ou vai acabar tomando dano considerável.

Muitas pessoas já usaram esse conceito contra minha pessoa em partidas. Quando jogo a Bruxa em campo, meu adversário espera até o momento certo e joga a Valquíria que, custando apenas quatro de elixir, elimina minha Bruxa e ainda sobrevive.

Isso é, basicamente, a troca de elixir. É o principal ponto para a vitória no jogo, pois quando o adversário faz uma jogada errada e você tem elixir de sobra, a quantidade que cada um possui vai definir o próximo movimento. No exemplo anterior, a Valquíria sobrevivendo ainda pode ser combada com um Corredor, e aí possivelmente não teria elixir suficiente em tempo hábil para mandar uma resposta.

A essa altura do campeonato, se você já chegou à Arena 5 ou 6, possivelmente entende bem como funciona a troca de elixir. E se não entende ainda, está na hora de começar a aplicar esse conceito para continuar vencendo.

• Outra coisa importante: se for jogar defensivamente, espere o adversário chegar ao seu lado da arena. Se ficar jogando tropas desenfreadamente na ponte vai continuar perdendo, ainda mais se não parar pra pensar no elixir que está gastando. Já vi gente jogando Mini P.E.K.K.A. e Príncipe ao mesmo tempo para counterar um Gigante Real na ponte. Um custo absurdo de elixir e que ainda terminou em desvantagem para o defensor, pois ele teve de lidar com o reforço que vinha atrás do Gigante Real, e ainda na lado adversário.

• Faça uma combinação coerente: eu sempre defendi que é bacana jogar com as cartas que eu gosto, e o mesmo vale para todos os jogadores. Mas outra coisa que destaco é a necessidade de se fazer combinações viáveis. Um deck apenas com cartinhas baratas, por exemplo, pode até funcionar em duas ou três partidas, mas não vai muito longe. Quando estava começando montei um deck com custo médio de 2.8 elixir. Depois investi em uma combinação de 5.0 de custo, e acabei não obtendo muito sucesso. Quando se vai mais longe e o Coletor de Elixir entra no jogo até se torna viável, mas ainda assim é pesado. Então fica a dica para construir uma combinação viável e que não estoure o custo de 4.1 elixir.

Enfim, essa última parte foi mais para essas pequenas dicas, e a minha consideração final é que você se divirta jogando. Muitos dão fórmulas mágicas pra subir de arena, ou indicam que se deve jogar apenas pra completar baús e/ou fazer o Baú da Coroa. Já eu considero extremamente válido batalhar e testar diversos decks, pois só assim você vai chegar no deck que for perfeito para o seu estilo de jogo.
Hoje sou o feliz usuário de um deck com custo médio de 3.5 elixir. Às vezes eu ganho sem perder uma torre, em outras partidas eu tomo uma surra de ter a cara esfregada no chão. O Trifecta é meu maior pesadelo até hoje, mas mesmo assim não desisti do meu deck e estou batendo na porta da lendária.


Enfim, com isso eu concluo minha série de postagens voltadas ao clã da Família Borró no Clash Royale. A partir daqui vou continuar postando alguns guias pelo Multiverso Convergente, e ainda pretendo fazer análises de decks em vídeo no canal.

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